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sábado, 21 de agosto de 2010

Posso apagar?








(Tirinha do Laerte publicado na Folha de São Paulo)


Posso apagar?


A frase se repete, dia após dia,
é quase um mantra!
- "Professor, posso apagar a lousa?"
A resposta à replicante pergunta
varia conforme o dia,
Varia conforme o contexto,
A resposta varia conforme o texto.

Uma dúvida assoma todo o meu ser,
Por que apagar a lousa?
- Será que é para apagar a aula?
- Será que é para apagar a Escola?
- Será que é para apagar o professor?

Apagar ... , Apagar... ,

- Posso apagar? ... - NÃO!

Aí meus abençoadinhos da: 6a. G e H; 7a. B, 8a.A DO CEU EMEF MANOEL VIEIRA DE QUEIROZ FILHO !!!
sejam benvindos ao Blog do seu Professor Carlos, tentarei postar sempre algo novo e interessante para vocês. Valeu pela visita e... voltem sempre.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Professor Popstar

Dia destes revendo algumas cenas do filme Escola da Vida, parei um pouco para refletir acerca dos possíveis propósitos desses filmes que abordam o cotidiano escolar.

O que me chamou a atenção foi o fato de que sempre que surge um filme assim, pensa-se logo em exibí-lo para uma equipe de professores que sugere a exibição dos mesmos para os aprendentes. Parte-se da premissa de que estes filmes tem o poder de estimular nos estudantes – e por que não dizer nos educadores também -, a expectativa de mudanças de atitudes em relação à escola e a aprendizagem. O tema é sempre recorrente: alunos “indisciplinados”, desmotivados, freqüentando escolas caindo aos pedaços, pixadas, depredadas, tendo aulas medíocres (ou pouco interessantes) ministradas por um grupo de professores decrépitos e que, graças à sagacidade, carisma, criatividade e empenho profissional de um professor "popstar", são miraculosamente “transformados” em heróis, campeões da disciplina e aplicação aos estudos.

Foi justamente aí que comecei a ficar intrigado pois, ao contrastar a ficção com a realidade das nossas escolas. Estes filmes tendem a romantizar o ambiente escolar e a prática docente, transformando – a num conto de fadas, cujo final é um “...e viveram felizes para sempre.” A tendência é acreditar que se o professor for “diferente” o estudante vai mudar. A mídia deu um nome novo para este romantismo da prática docente, chamou – a de: criatividade. O professor bom é aquele professor criativo. Freqüentei uma universidade considerada a melhor da América Latina, assisti aulas com professores excelentes, mas não vi por lá criatividade no sentido que é veiculada por aí. O que será que ela tinha para atrair 150.000 inscritos concorrendo a 8.000 vagas? Com certeza não era a criatividade dos professores que estava atraindo tanta gente pra lá. Mas isto é papo pra outro texto. Vamos voltar pros filmes dos professores “ídolos”.

Será que os professores do mundo fora das telas conseguem tal proeza? Filmes tais como: Ao mestre com carinho; Adorável Professor; Os coristas; Mudança de hábito 1 e 2; Escola da Vida; Entre os muros da Escola; entre outros, todos eles sem exceção mostram a superação do mestre ante o marasmo e a mesmice das aulas. Acredito que a quase totalidade dos professores (e quem sabe os estudantes também) já assistiram ao menos um desses “clássicos”, no entanto não conheço nenhuma escola que tenha resolvido seus inúmeros problemas pedagógicos, administrativos e estruturais através da intervenção miraculosa do professor “popstar”; fosse ele o Sr. “D” (Escola da Vida), “Sister Mary Clarence” Mudança de Hábito 1 e 2), ou o “Professor Raimundo Nonato” da Escolinha do Professor Raimundo.

Outro ponto inquietante nestes filmes é a dinâmica da escola. Por mais “periféricas” – se é que são mesmo da periferia -, que possam parecer os estudantes circulam pelos espaços escolares, realizam atividades fora da sala de aula, vão a museus, teatros. As instalações físicas das escolas contam com anfiteatros, laboratórios de ciências, salas temáticas, etc.

Mas, e as escolas reais? São pensadas para favorecer tais atividades? Existe uma cultura verdadeiramente educativa (ou educacional) que tenha como prioridade tais práticas? Tais intervenções? Ou tudo isto é só parte da retórica? Ou quem sabe... Não seriam os professores reais (não aqueles do cinema) “popstars” a quem falta apenas um bom empresário e um bom palco?

Carlos Augusto Ferreira Sacramento

é Prof. Ens. Fund.II e Médio – Geografia e História

e atende alunos do ensino fundamental e E.J.A. no

CEU EMEF Manoel Vieira de Queiroz Filho - Parelheiros

DRE Capela do Socorro - São Paulo – SP


domingo, 15 de agosto de 2010

Love is in the air

“Love is in the air (everywhere I look around)”
“Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém a maior delas é o amor”
1ª carta de Paulo de Tarso aos cristãos da cidade de Corinto,
Grécia, ano 64 da era cristã; Capítulo 14, verso 1
Se o amor está no ar, como diz a música do título acima e se como escreveu Paulo o amor permanece como o maior dos dons, devo concluir que o ar está meio rarefeito por aqui e a capacidade de os homens buscar os dons mais excelentes deixou de existir.
Basta correr os olhos sobre as páginas dos jornais, ou assistir os noticiários na TV ou ouvi-los nas emissoras de rádio para constatar que o amor, o romance, aquele “quê” que inspirava os homens comuns a enaltecerem suas musas virou coisa de antologias poéticas ou contos de fadas,
As mulheres antes comparadas às flores em suas múltiplas formas e odores tornaram-se alvo da repulsa, barbárie, grosserias e agressões por parte do sexo oposto. É custoso entender a contradição, senão vejamos: Como e possível que o outrora objeto de inspiração de poetas, romancistas, compositores e assunto das rodas de conversa do sexo forte possam agora serem tratadas a toque de xingamentos, tapas, pontapés, tiros, golpes de machado, facão, esquartejadas e lançadas aos cães para serem por eles comidas?
Nas poucas prosas que circulam por aí, vemos as mulheres sendo tratadas como cachorras, safadas, melancias, morangos, jacas, etc. As flores viraram frutas. Ao vê-las tratadas assim custa-me acreditar que os tais que assim procedem gostam mesmo de mulher. Aliás fica difícil até acreditar que tenham nascidos de uma. Mas, enfim.
Talvez o apóstolo Paulo já antevisse esta catástrofe ao escrever em capítulos anteriores do livro citado acima, quando ali escreve que “bom seria que o homem não tocasse em mulher”, pois ao ver multiplicarem-se pelo mundo afora os “mizaels” e os “brunos”, fico a perguntar: “ Is Love in the air yet?” Existe ainda lugar para o amor escrito por Paulo lá em I Coríntios, diante de tanta barbárie? Torço para que se multipliquem as vozes que digam SIM. Que digam que ao buscar em Deus a resposta a minha pergunta acabaram por achar o mais excelente dos dons: O AMOR.
CARLOS AUGUSTO FERREIRA SACRAMENTO
é Professor de Geografia e História da Rede Municipal de Ensino
na Cidade de São Paulo


É tempo de votar. Que tal ousar?

Estamos novamente em ano de pleito eleitoral. E pra não fugir do convencional teremos: horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, Cartazes nos postes da cidade, Faixas em tudo quanto é cruzamento, Nomes dos “seus” candidatos pintados em tudo quanto é muro branco da cidade, pela rua agitando bandeiras em tudo quanto é semáforo da cidade. O T.S.E. fará campanha conclamando os brasileiros a exercerem sua cidadania, regularizando sua situação na justiça eleitoral para comparecer às urnas.

E é aí que o bicho sempre pega! Como podemos dizer que é “nosso” – os candidatos -, algo que nem sequer conhecemos de fato e de quem também não somos nem um pouco conhecidos. Como estabelecer um vinculo, uma relação de cumplicidade com seres tão etéreos, que só surgem de quatro em quatro anos querendo nosso aval a qualquer preço. E bota preço nisso. Tenho gravado uma reportagem da TV Bandeirantes do ano 2000 em que um analista previa um custo da ordem de R$ 5 milhões para eleger um vereador da capital paulista. Já imaginou hoje quanto isto vai custar?

Os nomes desses objetos que os brasileiros deverão transformar em “seus” candidatos sempre se repetem eleições após eleições desde “um mil e quinhentos e guaraná com rolha”. Assim pensei que o povo bem podia ousar!!!. Chutar o balde!!!. Buscar outros objetos eleitoráveis. Poder–se–ia por exemplo: Votar nos objetos últimos colocados nas pesquisas de intenção de votos. Afinal, propostas por propostas, no final todas elas são a mesma coisa.

A renovação ficaria por conta dos critérios para eleger Senadores, Deputados e Vereadores. Estes devem obrigatoriamente ter menos de 30 anos de idade e formação superior completa nas áreas de filosofia, letras, História, Geografia. A pós graduação deve ser em Gestão de pessoal (R.H.), Logística, e áreas relacionadas à Pedagogia.

O importante mesmo é retirar definitivamente das esferas do governo os “governadores-gerais”, os membros da “monarquia invisível” que tem (des)governado este país, passando o bastão do poder de “pai pra filho desde aqueles ‘1500’ citados acima”.

E aí? Vamos ousar? Faça alguma coisa diferente com o “seu” voto.

CARLOS AUGUSTO FERREIRA SACRAMENTO

Professor Ens.Fund. II e Médio da EMEF CEU PROF. MANOEL VIEIRA DE QUEIROZ FILHO