quinta-feira, 12 de março de 2015

E PENSANDO EM NIEMEYER

Revita Isto É, edição 2147, 05/1/2011 - pg. 98
Pois é. Né? Os brasileiros escolheram seus representantes como escolheram seus times de futebol, levando em conta somente suas preferências futebolísticas ou as cofes de sua preferência. Escolheram com a paixão e não com a razão. Votaram errado, levando em consideração apenas elementos subjetivos - até porque nem possuíam elementos suficientes para analisarem racionalmente os candidatos -, e agora vem com esse papo de impeachment, 3º turno, volta de regime militar, fora Dilma, fora PT, fora PSDB, fora Aécio... Esses abutres estão lá a séculos. Desde quando eu me entendo por gente que venho clamando aos céus para que uma ecatombe atinja Brasília e extermine aquela raça miserável. (Viva a misericórdia do Todo Poderoso). Tento politizar as pessoas na escola, na condução, na fila do banco, no congestionamento de carros, no ambiente de trabalho, Mostrar para elas que o "buraco é mais embaixo", porém o povo não quer saber disso. Agora chora... Eu não quero saber de ditadura, nem de direita, nem de esquerda. Quero um país que cuide do seu povo, um país que me dê condições de criar meus filhos sem depender de bolsa isto, sacola aquilo, programa Y, Plano X. Mas do jeito que as pessoas encaram a questão política por aqui, achando que pra resolver o problema basta tirar este e colocar aquele fica quase impossível construir uma sociedade de verdade. Mas eu sou do dia 21. Sou um idealista por natureza e portanto vou insistir na minha tese de que nenhum povo pode viver eternamente na ignorância. Faz parte da raça humana evoluir e eu espero - conto mesmo -, com a evolução do povo brasileiro. Lá se vão 126 anos da abolição, então, porque não tacar fogo nas senzalas que sobraram, porque não acabar com a raça dos capitães do mato que ainda estão soltos por aí, porque não dá um sumiço nos coronéis que ainda estão se locupletando no poder, seja lá em Brasília ou em qualquer outro canto deste Brasil? IR PRA RUA GRITAR FORA FULANO, DENTRO BELTRANO, SÓ SERVE PRA REFORÇAR NOSSO COMPLETO DESCONHECIMENTO DA VERDADEIRA HISTÓRIA DESTE PAÍS. É UMA MENTALIDADE QUE PRECISA MUDAR. A MENTALIDADE DE QUE ESTE PAÍS É UM COVIL DE LADRÕES, QUE ESTE PAÍS NÃO TEM JEITO, QUE LUGAR DE POBRE É NA FAVELA, QUE TODO PRETO É BANDIDO, QUE BOA APARÊNCIA É PELE CLARA E OLHOS IDEM, QUE ESCOLA BOA É ESCOLA PAGA, QUE HOSPITAL BOM TEM DE SER PAGO, QUE POLÍTICO BOM TEM QUE SER MEU PARENTE E LEGISLAR EM PROL DOS "MEUS INTERESSES". Aqui no Face todo mundo se acha politizado então fica aí o desafio. Contestem-me, argumentem contra, a favor. Vamos expor e discutir as idéias - não como quem discute preferências futebolísticas -, mas sim, como quem pensa (ou acha que pensa) algo diferente do senso comum. Vamos lá bando de gente culta e politizada, estou esperando....

segunda-feira, 4 de junho de 2012

domingo, 6 de novembro de 2011

"Parábola do bom samaritano"

Jesus contemporâneo:
Em Lucas l0:37 - Jesus disse: Vai e .... (Complete)




Leia, reflita e complete a reescrita da parábola abaixo:
"Descia um homem da Av. Paulista para a Av. Ibirapuera, e que por azar e uma das contingências dos dias de hoje, caiu nas mãos da crise moral, social e econômica destes tempos modernos, a qual o arrasou, deixando - o sem eira nem beira, o que o fez ir morar na rua.



E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho, descia pelo mesmo caminho certo executivo, trabalhador daquela região, e vendo-o, passou de largo.
E de igual modo também um desses intelectuais politicamente corretos, que chegando àquele lugar e vendo-o, passou de largo.




Mas um cidadão, dito cristão - assim como eu e você -, que também ia passando, chegou ao pé dele e, vendo - o...



.... (complete) a parábola

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Primavera dos professores, só se for na França!!



Pois é meus colegas. Estou colocando em teste uma tese. Postei nas tais redes sociais (Twitter, Facebook e através das contas de e-mail) uma chamada para um panelaço no dia 15 de Novembro próximo lá no Vale do Anhangabaú (Chamei-a de "Primavera dos Professores"). Provavelmente todos que receberam a mensagem a deletaram ou simplesmente ignoraram o teor.


O Objetivo do teste era checar se redes sociais no Brasil tem o poder de mobilização que a mídia propala. Estou quase convencido de que a tese não se sustenta. Feriadão prolongado.


Brasileiro vai aproveitar e ir pra praia ou promover um churrasquinho básico com a família e depois continuar reclamando e dizendo que a culpa é do governo, da educação que é uma porcaria e etc. e tal. Até Mais.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011


Ao mestre com muito, muito carinho

"Todo aprendiz precisa de um mestre.
Sem Professor esse país não aprende.
Nunca se esqueça disso."

Parabéns amigo e colega pelo seu dia.
Grande beijo e abraço fraterno.



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ao mestre com Carinho X Ao mestre com porrada


Ao mestre com carinho* ou
Ao mestre com porrada*?



Produção de 1967, pela Columbia Pictures, rodada no Reino Unido e estrelado por Sidney Poitier.
Em "Ao Mestre com Carinho" Mark Thackeray (Sidney Poitier) é um jovem professor que enfrenta alunos indisciplinados e desordeiros. Ele é um engenheiro desempregado que resolve dar aulas em Londres, no bairro operário de East End. A classe, liderada por Denhan (Christian Roberts), Pamela (Judy Geeson) e Barbara, estão determinadas a destruir Thackeray como fizeram com seu professor, ao quebrar-lhe o espírito. Mas Thackeray, acostumado as hostilidades, enfrenta o desafio tratando os alunos como jovens adultos que breve estarão se sustentando por conta própria. Quando recebe um convite para voltar a engenharia, Thackeray deve decidir se pretende continuar.



O filme se tornou um clássico ao abordar a questão da indisciplina dentro das salas de aula. Os anos se passaram e no dia 03 de Junho de 2001, o articulista da Folha de São Paulo, Gilberto Dimenstein publicou no caderno cotidiano o texto “Ao mestre com porrada” , decorridos mais de trinta anos entre o filme e o texto, chegamos ao século 21 com a certeza de que, tanto os filmes, quanto os discursos e teorias que tentam analisar, compreender e resolver o problema da indisciplina nas escolas fracassaram.

E aí? Qual seria a solução para o problema? Mas seria mesmo um problema? Ou será que a indisciplina precisaria ser “reconceituada”? Talvez as novas gerações tenham redefinido o conceito de liberdade e nesta redefinição o que entendemos por indisciplina seria uma prerrogativa do cidadão de exercer sua liberdade, seu exercício de vontade, inclusive liberdade para não estudar. Para fazer zoeira na escola. Não seria plausível deixar para eles o direito de escolher se querem ir à escola ou não? Se querem aprender a ler e escrever ou não? Se querem produzir cultura ou apenas usufruir da cultura produzida pelos outros? Se as teorias e estratégias pedagógicas não estão surtindo nenhum efeito, cabe refletir sobre os questionamentos acima. Ou então, aceitar que a sala de aula terá que virar sala de ... !!!



Resumo da ópera, no embate: Ao mestre com carinho X Ao mestre com porrada, venceu a porrada!.

*Leia o texto na integra clicando no link abaixo:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/gilberto/gd040601.htm



*Assista ao trailer da primeira versão clicando no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=ucnq_hPhdDI




**Ao mestre com carinho 30 anos depois:

Carlos Augusto Ferreira Sacramento
é Prof. Ens. Fund.II e Médio – Geografia e História
e atende alunos do ensino fundamental e E.J.A. no
CEU EMEF Manoel Vieira de Queiroz Filho - Parelheiros
DRE Capela do Socorro - São Paulo – SP