quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ao mestre com Carinho X Ao mestre com porrada


Ao mestre com carinho* ou
Ao mestre com porrada*?



Produção de 1967, pela Columbia Pictures, rodada no Reino Unido e estrelado por Sidney Poitier.
Em "Ao Mestre com Carinho" Mark Thackeray (Sidney Poitier) é um jovem professor que enfrenta alunos indisciplinados e desordeiros. Ele é um engenheiro desempregado que resolve dar aulas em Londres, no bairro operário de East End. A classe, liderada por Denhan (Christian Roberts), Pamela (Judy Geeson) e Barbara, estão determinadas a destruir Thackeray como fizeram com seu professor, ao quebrar-lhe o espírito. Mas Thackeray, acostumado as hostilidades, enfrenta o desafio tratando os alunos como jovens adultos que breve estarão se sustentando por conta própria. Quando recebe um convite para voltar a engenharia, Thackeray deve decidir se pretende continuar.



O filme se tornou um clássico ao abordar a questão da indisciplina dentro das salas de aula. Os anos se passaram e no dia 03 de Junho de 2001, o articulista da Folha de São Paulo, Gilberto Dimenstein publicou no caderno cotidiano o texto “Ao mestre com porrada” , decorridos mais de trinta anos entre o filme e o texto, chegamos ao século 21 com a certeza de que, tanto os filmes, quanto os discursos e teorias que tentam analisar, compreender e resolver o problema da indisciplina nas escolas fracassaram.

E aí? Qual seria a solução para o problema? Mas seria mesmo um problema? Ou será que a indisciplina precisaria ser “reconceituada”? Talvez as novas gerações tenham redefinido o conceito de liberdade e nesta redefinição o que entendemos por indisciplina seria uma prerrogativa do cidadão de exercer sua liberdade, seu exercício de vontade, inclusive liberdade para não estudar. Para fazer zoeira na escola. Não seria plausível deixar para eles o direito de escolher se querem ir à escola ou não? Se querem aprender a ler e escrever ou não? Se querem produzir cultura ou apenas usufruir da cultura produzida pelos outros? Se as teorias e estratégias pedagógicas não estão surtindo nenhum efeito, cabe refletir sobre os questionamentos acima. Ou então, aceitar que a sala de aula terá que virar sala de ... !!!



Resumo da ópera, no embate: Ao mestre com carinho X Ao mestre com porrada, venceu a porrada!.

*Leia o texto na integra clicando no link abaixo:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/gilberto/gd040601.htm



*Assista ao trailer da primeira versão clicando no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=ucnq_hPhdDI




**Ao mestre com carinho 30 anos depois:

Carlos Augusto Ferreira Sacramento
é Prof. Ens. Fund.II e Médio – Geografia e História
e atende alunos do ensino fundamental e E.J.A. no
CEU EMEF Manoel Vieira de Queiroz Filho - Parelheiros
DRE Capela do Socorro - São Paulo – SP

domingo, 29 de maio de 2011

Vai que é tua... TIRIRICA



Aqui vai minha contribuição no sentido de auxiliar o nosso nobre parlamentar eleito por São Paulo, o ilustríssimo Deputado Federal Francisco Everardo Oliveira Silva na sua liça diária na Câmara dos Deputados.
Este modelo de projeto de Lei contribuirá para que o nosso nobre representante possa formular outros projetos de lei tão relevantes quanto este para melhoria da qualidade do ensino e porque não da qualidade de vida dos meus colegas professores, amenizando o estresse a que são submetidos todos os dias nas escolas públicas do Brasil. Utilizei o modelo num projeto que desenvolvi numa das escolas onde trabalhei intitulado: "A Política na prática". foi um sucesso.
Prezado parlamentar caso necessite de uma assessoria sinta-se à vontade, estou à sua disposição.



Eis aí o modelo.

MODELO
DE UM PROJETO DE LEI

PROJETO DE LEI N0 1 de 06 de Outubro de 2010

Transforma as salas de aula bagunceiras, aquelas que são umas zicas nas Escolas públicas do Brasil em “Salas de passagem” e dá outras providências.

O autor desta Lei Professor Carlos Augusto no uso das atribuições que lhe confere a Licenciatura em História e Geografia pela Universidade Camilo Castelo Banco aprova e eu, o Prefeito do Município de “Xixirica do brejo seco” sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Fica decidido que a partir da publicação desta Lei, a Turma "X" da Escola "Z" passa a ser simplesmente uma sala de passagem para os professores que nela ensinam.

Justificativa

Considerando-se que ao longo deste ano letivo foram inúmeras as tentativas dos eminentes professores da referida turma no sentido de trazer os estudantes freqüentadores da mesma para uma postura mais responsável e madura frente à aquisição do conhecimento.

As inúmeras tentativas se mostraram inócuas, bem como todas as estratégias utilizadas para despertar interesse no grupo. É como se o professor ali não estivesse. Os estudantes conversam, passeiam pela sala, alguns anotam alguma “coisa” no caderno, outros nem se preocupam em abrí-los.

Uma vez que imaturidade dos estudantes é incompreensível para o autor desta lei, que em decorrência disto e considerando:

1. A falta de respeito pelo ensino e pelo conhecimento;

2. A falta de compromisso com a Instituição de ensino e com o que vieram aqui fazer;

Decide que a partir da data da promulgação desta Lei:

I. Não mais escreverá relatórios sobre atos de indisciplina ou lacunas na aprendizagem destes estudantes;

II. Não clamará às autoridades escolares por providências quer disciplinares, quer pedagógicas com relação aos referidos estudantes;

III. Não mais exigirá que percebam a minha presença em sala de aula enquanto professor de História “dêles”;

Portanto na forma da Lei esta sala virou “sala de passagem” desde agora até dezembro. APENAS PASSAREI POR ELA. Como um trem expresso passa pelas estações. Como os ônibus interestaduais passam pelos GRAAL’s. Como passam as horas, os minutos e os segundos, dia após dia.

A passagem será efêmera, coisa de alguns minutos. Exatos 45’. No GRAAL seria o tempo de se tomar um cafezinho, comer um salgadinho, beber uma água, ir ao banheiro. Pronto! Passou. Será o tempo de passar a matéria na lousa, aplicar a atividade proposta e recolher a produção do dia. Pronto! Passou!

Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação nos corredores das escolas onde for aplicada.

Carlos Augusto Ferreira Sacramento

Professor Ensino Fundamental II e Médio

Déjà vu

Magnífica a prédica da honorável colega, professora Amanda ­Gurgel, a não ­ser o fato de que ao longo dos últimos anos, ­outros ­­colegas, professores terem proferidos discursos tão objetivos e tão contundentes quanto este, o que por si só justificaria o não escrever ou dizer nada mais que tivesse qualquer relação com o tema educação.

Ocorre que, uma espécie de inquietação me incomoda e me ponho a pensar o seguinte: Por que as palavras proferidas pela colega, ditas de forma tão concisa, incisiva e direta não provoca a mínima reação naqueles a quem ela é dirigida? Afinal, a palavra, desde quando entendo por gente sempre foi um instrumento eficaz utilizado pelas sociedades para se fazerem entender, comunicarem-se, estabelecerem suas relações, enfim, interagirem-se. Nessa perspectiva, a palavra assumia um peso tremendo, possuia um valor, tornava-se, se posso dizer, assim como que um organismo vivo, capaz de suscitar as mais variadas reações nas pessoas por ela atingidos.

A força da palavra era tão tremenda que tinha ela o poder de provocar revoluções, guerras, paz, mudanças nos rumos da história dos homens. Quem ousa questionar o poder que as palavras assumiram na boca de Ghandi, Martin Luther King, Adolf Hitler, Alexandre, O Grande, e no maior de todos: Jesus Cristo. Nas mãos (ou nas mentes) dos poetas, romancistas, filósofos. As palavras cumpriam, no dizer de Antonio Cândido, através da literatura, a missão de reordenar o nosso caos interior, conceito este com o qual concordo inteiramente.

No entanto, quando vejo que palavras como: Amor, Justiça, Liberdade, Maldito, Ladrão, Assassino, Traidor, Miserável, só para ficar naquelas mais comumente ouvidas hoje em dia, não chocam ninguém, fico perguntando: O que pode ter ocorrido com a força destas e de tantas outras palavras cujo sentido traz em seu gene a potência de forças incomensuráveis capazes de produzir naqueles que as ouvem as mais diversas reações? Por que será que elas não provocam mais naqueles a quem são dirigidas nenhuma reação? As palavras, outrora tão poderosas são agora como bolhas de sabão, que assumam o tamanho que assumirem ao colidir com um obstáculo espocam sem provocar nenhum impacto. São inertes, incapaes de produzir no ouvinte quaisquer reações. É como se as palavras agora fossem desprovidas completamente de sentido. Desconstruiu-se a Teoria de Ferdinand Saussurre, ou seja, não se observa nenhuma correspondência entre o signo e o objeto. Amor, Ódio, Ladrão, Assassino, etc. soam completamente desprovidas de significado, sem nenhum poder ou potência, tanto na boca de quem as pronuncia, quanto nos ouvidos de quem as ouve.

Creio ser esta a razão pela qual a prédica da honorável colega não surtirá efeito algum. Seu memorável discurso se transforma numa imensa bolha de sabão que ao espocar libera energia quase nula, insignificante, incapaz de inpactar, mover o objeto que se pretende atingir.

Diante de tal situação creio que a única forma de mudar este estado de coisas é um grande movimento por parte daqueles para quem a palavra falada ou escrita é um elemento forte o suficiente para operar mudança significativa nas mentes e nos corações daqueles cujos ouvidos forem atingidos por elas. E acredito que nesse mover tem papel crucial a figura do professor. “Quem tem ouvidos. Ouça...”

Carlos Augusto Ferreira Sacramento

Professor do Ensino Fundamental e Médio – Geografia

CEU EMEF Manoel Vieira de Queiroz Filho.


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Esses são os meus lindinhos!!

Louvo a Deus todos os dias por ter me concedido tamanha benção. Filhos que se comprazem em louvar a Deus. Obrigado Senhor.

sábado, 20 de novembro de 2010

Prova São Paulo 2010 - Aguenta coração! (2)


CENA II - 8ª SÉRIE A - 10/11/2010

De volta a arena da Prova São Paulo para a etapa final. Serão mais 4 baterias de 35 minutos cada. Mais uma vez nos deparamos com a situação de se ter que concluir a prova em um tempo tão longo.

Às 15:10 horas alguns já estavam no questionário sócio-econômico (caso do “Malaquias”). Observar a prova de matemática de hoje é reafirmar a constatação de que não se pretende avaliar proficiência alguma.

O que me surpreende e intriga ainda mais ao observar este processo é o fato de os competidores se sujeitarem a este tipo de certame sem nenhum questionamento. Alguns até percebem o absurdo do processo todo expresso na futilidade das questões ali impressas, porém não esboçam nenhuma reação, nenhuma resistência ao objeto, antes, se submetem ao suposto instrumento de avaliação passivamente, candidamente. É como se tal situação fosse a mais natural deste mundo. Penso que não é. A prova lhes confere um belo e autêntico atestado de burrice e eles , pobres competidores, recebem o título com um alegria inenarrável.

Epa! Neste instante me ocorreu a seguinte hipótese: E se o objetivo da prova seja na verdade uma espécie de anamnese, um instrumento para diagnosticar algum distúrbio neurológico, alguma psicopatologia do estudante. Então, na verdade, estariam fazendo um levantamento acerca de quantos doidos temos hoje nas escolas municipais.

As EMEF’s vão virar hospícios e os cuidadores serão os professores. Como a maioria destes já estão doidos de pedra também, tratar – se - à apenas de se unir o “inútil ao desagradável”.

Com isso se economizará bom dinheiro com internações hospitalares e as decorrências de tão oneroso processo. As EMEF’s se transformarão em “hospitais – dia” !!! e ainda contribuirão para o equilíbrio das contas da saúde impedindo assim que seja ressuscitada a mal – afamada CPMF.

É ou não é o autêntico “samba do crioulo doido”? ou como disse o Tiririca: “Pior do que está não fica! Fica... ...Ah! Se fica !!?

Carlos Augusto Ferreira Sacramento

é Prof. Ens. Fund.II e Médio – Geografia e História

e atende alunos do ensino fundamental e E.J.A. no

CEU EMEF Manoel Vieira de Queiroz Filho - Parelheiros

DRE Capela do Socorro - São Paulo – SP

Prova São Paulo 2010 - Aguenta coração! (1)


CENA I - 6ª SÉRIE B - 09/11/2010

São 14:50 e é dada a largada. Lá se vão os estudantes rumo a mais uma maratona externa de conhecimento. São 36 quilômetros de questões divididos em 4 baterias de 9 questionamentos cada.
Diferentemente das competições a que estamos acostumados, nesta prova os competidores devem chegar ao final de cada bateria em exatos 51 e ½ minutos. E é aí quem reside o problema, pois o grande desafio é se conseguir demorar tanto tempo para resolver questões tão medíocres.
Se considerarmos que estas avaliações tem como principal objetivo aferir a competência leitora e escritora dos competidores, fica mais do que clara a impressão de que está por detrás disto um mascaramento da realidade, pois um desempenho satisfatório dos competidores certamente jogarão os índices de escolarização de nossos aprendentes lá para o alto. Uma baita de uma farsa! É ou não é?
Tive a oportunidade de examinar algumas produções de texto elaboradas pelos examinados e posso garantir que a gramática definitivamente foi para o brejo. Caiu junto com a última reforma ortográfica. Estou indignado e ao mesmo tempo intrigado: Se avaliações como estas superfaturarem os índices de aproveitamento escolar, jogando na mídia a informação de que os estudantes da rede municipal estão aprendendo mais e melhor, como ficará aquele discurso recorrente que afirma a falência do ensino público e o despreparo do professor no seu fazer cotidiano?


Carlos Augusto Ferreira Sacramento

é Prof. Ens. Fund.II e Médio – Geografia e História
e atende alunos do ensino fundamental e E.J.A. no
CEU EMEF Manoel Vieira de Queiroz Filho - Parelheiros
DRE Capela do SocorroSão Paulo – SP

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Valeu Profe !!!






Valeu Sônia!
Valeu Claudio!
Valeu Isac!
Valeu Robson!
Valeu Nato!
Valeu Wal!
Valeu Jean!
Valeu Paulo!
Valeu Edson!

Valeu galera do CEU Parelheiros!

Professor Vale!!! ....... e vale MUITO !!!